quarta-feira, 26 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

Resumo das minhas Dores de Cabeça

LEVANDO A VIDA AOS TRANCOS E BARRANCOS!!!!

Como ficou muito extenso meu depoimento, vou tentar resumir para quem não quiser ler toda a minha história.
Sempre convivi com dores de cabeça agudas recorrentes sem diagnósticos definidos, tais como enxaqueca, sinusite, cefaléia tensional, que às vezes me dava a sensação de nevralgia do trigêmio, tamanha era a dor que sentia. E posteriormente foi descoberta a DTM - Disfunção Têmpero-Mandibular.
Hoje em dia, já consigo viver em harmonia com elas e entender seus vários funcionamentos. Mas levei tempo demais para entender o mecanismo das minhas dores.
Vou tentar resumir cada uma delas:
Enxaqueca, de caráter genético, felizmente pertence ao grupo das cefaléias funcionais e não orgânicas.
Porém, com uma enorme influência em nossa qualidade de vida. Muitos são os sintomas e muitos são os desencadeadores, isto é, gatilhos disparadores da enxaqueca. No meu caso específico o que mais desencadeava eram os alimentos relacionados abaixo:
Disparos através dos alimentos:
queijos
iogurte
cafeína
amendoim e castanhas em geral
chocolate
defumados
salsichas
comida chinesa 
vinho e cerveja
aspartame
frutas cítricas 
Disparos através do olfato: 
cheiros fortes
perfumes
Disparos através da visão:
muito exposição a luz artificial, como a luz do flash
de máquina digital incessantemente,
ou em alguns shows, onde tenha luzes muito fortes.
Tratamento
Como até hoje não existe cura para a Enxaqueca, temos que aprender a conviver com ela da melhor maneira possível. Isso quer dizer: ter vida regrada, sono restaurador, fazer exercícios físicos, yoga, massagens, shiatsu, acunpuntura e nos alimentarmos bem, excluindo os alimentos nocivos. E, lógicamente, ter uma vida tranquila e sem muito stress.
Cada um deve ter seu diário de dor, e tentar saber o que desencadeia suas crises, dessa forma vamos minimizando nossas dores, prevenindo-as e quem sabe abortando-as. E desta forma, tentando nos observar melhor, vamos ajudar os médicos a nos ajudarem mais eficazmente. 
Assim fazendo, nós conseguiremos reduzí-la, em frequência, duração e intensidade. O que já é um grande progresso para todos os enxaquecosos.
A maior felicidade da minha vida foi quando descobri o porquê, como e quando tinha essas dores. Repito: É muito difícil viver com dores sem diagnósticos definidos.

Cefaléia Tensional / Má Oclusão / DTM
Bruxismo/Fibromialgia 
Também, nos roubam muito em qualidade de vida. Nela o estado emocional é fator preponderante, mas às vezes é sutil, e não conseguimos relacionar nosso estado emocional com as dores. Para esses casos, hoje em dia, existe um medidor de tensão dos músculos mandibulares que nos dão a extensão do problema. Por exemplo, às vezes fazemos Briquismo e Bruxismo, (apertamento e ranger dos dentes à noite) respectivamente, tornando nosso sono não reparador e ainda desencadeando dores nas regiões têmporo-mandibulares ao acordar. Por  vezes as pessoas não necessáriamente tem o Distúrbio Têmporo-Mandibular - DTM, mas devido a contratura exagerada dos músculos ao dormir, fazem o alerta aos sintomas de Disfunção e ela poderá entrar num círculo de dor:  DOR + PRESSÃO + DOR.
No meu caso eu tenho má oclusão e mordida cruzada, e ao fazer o apertamento ao dormir, acordava muitas vezes com dores tipo nevralgia.
A fibromialgia apareceu como uma comorbidade após muitos anos de dores crônicas e para esse caso existe um protocolo para tratamento da dor, que inclui exercícios, sono repousante, alimentação saudável e tudo que leva a uma melhor qualidade de vida, sendo o especialista neste caso o reumatologista.
Tratamento
No meu caso, eu corrigi o problema com  um anti-convulsivante + a placa de acrílico intra-oral, com os contatos somente nos dentes anteriores, porque ao ter contato com os dentes posteriores, pressionamos os músculos têmporo-mandibulares e continuamos gerando o  ciclo da dor: DOR+PRESSÃO+DOR. Para fibromialgia e enxaqueca, uso um anti-depressivo tricíclico em doses baixíssimas.
Sinusite Aguda Recorrente, no meu caso, disparada por problemas alérgicos, normalmente nas mudanças de estação ou no caso de gripes mal curadas, também por mudanças bruscas de temperatura e ar-condicionado sem manutenção. Como tenho Sinusopatia, isto é, uma sensibilidade maior do olfato, acabo tendo algumas crises alérgicas durante o ano, que acabam levando propriamente a uma Sinusite Aguda Inflamatória.
Tratamento
Quando for diagnosticada Sinusite, e, na fase aguda, não tem outra saída a não ser medicamentosa com antibióticos e/ou  anti-inflamatórios e em alguns casos corticóide.

Depoimento:
 - deixo aqui um pequeno depoimento, dizendo que hoje em dia, não precisamos sofrer tanto como sofriamos antigamente. A medicina está muito avançada e caminha à passos largos, felizmente atualmente, existem vários recursos médicos e terapias avançadas, inclusive as terapias alternativas, algumas até já se transformaram em ciência e deixaram de ser somente terapias alternativas, o que nos ajuda muito a sair desses ciclos de dores, mas somente à partir do momento que descobrimos as causas dessas dores. Portanto, não deixem de ir atrás das possíveis causas de dores, pois com certeza tudo ficará bem mais fácil, quando tivermos um diagnóstico correto. 
O título do meu Blog, já define isso: dores sem diagnóstico. E o quanto um bom diagnóstico é a solução para nosso bem estar e nossa qualidade de vida. Só quem passou por essa experiência, sabe o quanto é difícil viver uma vida sem diagnósticos definidos. 
Como postei no meu Relato - Parte 10,  quando não temos domínio sobre o que acontece com nosso próprio organismo, nos tornamos inseguros e assustados. Assim como, não ter um diagnóstico de doença definida, pode  gerar em nós imenso estresse ao longo dos anos. Portanto, lutemos para termos um diagnóstico correto, pois a soma de orientações + o tratamento multidisciplinar, vão gerar em nós  um certo alívio e um pouco mais de conforto. 

Conselhos:
- Não desistam de procurar a causa. Não somos criadores de dores, se as temos, devemos ir atrás de solução, até achar qual é o motivo pelas quais elas são desencadeadas.
- Não esperem tudo  dos médicos ou dentistas: procurem analisarem a si próprios e observá-los, pois os mais interessados em nossa cura, somos nós mesmos. Tendo em vista que, por serem dores crônicas, geralmente são menosprezadas ou não levadas tão a sério. Esperamos que a medicina foque com olhos mais humanos os pacientes com Dores Crônicas e que num curto espaço de tempo  possamos alcançar grandes resultados, se Deus quiser! Ninguém merece sentir dor! 
Muita Coragem, Persistência e Paciência!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Relato de Dor de Cabeça Crônica - Parte1

Sou uma pessoa que sofre de dores de cabeça crônicas (crises agudas recorrentes) desde minha adolescência. Por incrível que pareça, desse tempo já decorreram, mais ou menos 40 anos. 
Quando era adolescente, enquanto as minhas amigas tinham planos e metas concretas, queriam casar e ter filhos. As minhas metas eram totalmente diferentes, eu queria apenas não ter "crises de dor". Porque na minha cabeça, um casamento não combinava com dores.
Hoje em dia lembro que, enfrentei muitos dias maus sem que ninguém me entendesse.
Dessa forma, a gente aprende a fingir que está tudo bem, mas na realidade a gente acaba tomando remédios para dor, para poder acompanhar os compromissos sociais da vida!!! Ufa... que desgate!!!

Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conseguem entender o drama que uma pessoa com dor crônica passa. Essa é uma realidade lamentável!


As pessoas que conviveram comigo mais intimamente, sabem bem do que eu falo e presenciaram as muitas crises de dor por quais passei durante toda minha vida e devem se lembrar do peso dessas dores em minha vida cotidiana.

O que me acalentava, é que elas não apareciam sempre, eram cíclicas, mas muitas vezes demoradas. Às vezes eu não conseguia sair do círculo vicioso da dor tão fácilmente, outras vezes ficava meses sem ter sequer uma dor. Atualmente, consigo enxergar com mais clareza, já consigo observar melhor  os vários gatilhos da dor. O que já é um passo importante e reconfortante, haja vista, que antes, tudo para mim era motivo de possível gatilho, e isso limitava demais minha vida. 
Além de nunca saber à hora e o dia que a dor iria aparecer, eu ficava preocupada quando assumia compromissos importantes com medo de não poder cumprir, porque a outra pessoa jamais entenderia. Marcar uma viagem para daqui há 3 meses... e tudo o mais que dependesse de planejamento e assumir qualquer compromisso muito adiantado era um tormento. Se antes quando trabalhava e as pessoas achavam que era frescurite minha, talvez hoje em dia, eu aposentada quando deixo de fazer tantas viagens maravilhosas e ir a tantas festas incríveis porque estou com dor, talvez consigam ter uma dimensão maior do que é sentir dor. Só tenho vontade de chorar... Complicado, não é mesmo???

Procurando ajuda na Adolescência - Parte 2

Desde a minha adolescência busquei ajuda. Não foi por falta de bons médicos e bons dentistas que eu não consegui resolver os meus problemas.
Tratei o canal de vários dentes... a dor era tão forte, que eu achava que tinha tudo haver com eles. Achava que tinha fundamento, quando o dentista  dizia que eu precisava tratar o canal dos meus dentes. Tudo isso podia resolver momentaneamente, mas à  longo prazo  de  nada  resolvia.
Hoje entendo, que muitos dos dentes das quais eu  sentia dor, eram cáries de colo exposto, ou somente colo do dente exposto e que pela sensibilidade ao beber algo gelado ou frio, seria um dos gatilhos das minhas crises de dor.  Os dentistas na época só diziam que eu tinha mordida em topo e má oclusão, mas não davam relevância a esse problema, até porque, naquela época não se falava sobre Dor Orofacial e DTM. Fui operada das Amígdalas e posteriormente de Sinusite por volta de 1978 e 1981 respectivamente, o que também de nada resolveu.
Tenho enxaqueca também, herança da minha mãe.
Como não existe cura para a enxaqueca, atualmente convivo com ela com mais naturalidade, porque hoje em dia consigo reconhecer alguns fatores desencadeantes e procuro evitá-los ao máximo, já que esse é um passo importante para abortá-la.

Outros diagnósticos e Fibromialgia - Parte 3

Então por muitos e muitos anos os meus tratamentos para as crises de dor eram remédios para sinusite e enxaqueca. Tenho coletâneas de receitas de corticóides, anti-inflamatórios, anti-alérgicos, antibióticos, analgésicos e remédios diversos para enxaqueca.
Já que por longos e longos anos, eram somente esses diagnósticos que eram encontrados.

Em 1996 eu tive a minha primeira crise de “Síndrome do Pânico” estranhamente elas apareciam no meio da noite e com sintomas fortes de taquicardia, sensação de desmaio e de morte iminente. Que se repetiram por muitas vezes naquela época, sempre durante o sono, mas como não acharam nenhum problema físico que fôsse compatível, fiz tratamento com Clonazepam e um anti-depressivo tricíclico em doses baixas, por um tempo e as crises foram desaparecendo.
Com o passar dos anos e com a minha não conformidade em relação às dores, acrescentei novos diagnósticos e reforcei alguns já conhecidos.
Então em 1997 fui diagnosticada, como sendo portadora de Epilepsia  não Convulsiva. Mas a correria do trabalho não deixava muito tempo para novos experimentos e novos tratamentos.
Depois tive reconfirmado alguns diagnósticos como Sinusite Frontal-Etmoidal e Sinusopatia Inflamatória em vários exames de tomografia dos seios da face.
Com tudo isso, desenvolvi algumas comorbidades , passei a sentir dores generalizadas no corpo todo, também eram cíclicas, apareciam e desapareciam de repente, que me disseram que era Fibromialgia, tendo em vista essa síndrome acometer pessoas que tem dores crônicas.
E para aqueles que já tiveram ou tem essa doença, ou para aqueles que desconhecem totalmente, vou relatar um pequeno trecho do livro:
"O Coração Sente, O Corpo Dói" da Dra. Evelin Goldenberg. "Um dia é o ombro, no outro o pescoço, depois as costas e, quando menos se espera, a dor parece tomar conta do corpo todo. O responsável por esse mal-estar não é uma inflamação, uma lesão, ou tumor. Costuma-se dizer que as dores da fibromialgia "vem do nada". Mas, na verdade, elas têm uma origem: decorrem de alterações no sistema nervoso  central, mais especificamente nos mecanismos de percepção e modulação da dor. A hipótese é que pequenos traumatismos locais e distensões, que em geral passam despercebidos na maioria das pessoas, seriam suficientes, nos fibromiálgicos, para disparar o mecanismo que resulta na amplificação da dor". Com o tempo, o próprio paciente começa a identificar o que provoca um novo surto: exposição ao frio, posturas inadequadas, esforço físico exagerado, stress e aos poucos aprende a se poupar, evitar esses inimigos e cuidar melhor de si para prevenir as crises".  
Além de tudo isso, todos  os remédios receitados para dor, fazem muito mal para o aparelho digestivo,  causando problemas de gastrite e  úlcera.
Portanto, recomendo que aqueles que precisam tomar remédios para dor constantemente, tomem junto um Omeprazol ou similar, para proteger o aparelho digestivo de invasões por sensibilidade medicamentosa.

Fazendo Análise em busca da cura - Parte 4




Os exames de sangue positivos eram somente: 

VHS um pouco elevada e Proteína C Reativa que também permanecia elevada e os mesmos eram recorrentes. Os médicos sempre falavam, que eu deveria ter uma inflamação crônica em algum lugar do meu corpo, mas não davam muita relevância a isso. Anos mais tarde, um cardiologista me disse, você precisa ver isso, porque se não for uma inflamação crônica localizada, isto poderá ser um sinal de que o seu organismo está inflamando suas próprias artérias. Mas nunca ninguém descobriu claramente a tal inflamação, os culpados eram sempre os focos de infecção nas raízes dos dentes, a sinusite e a enxaqueca.  

Colesterol - elevado há mais de 20 anos. Os médicos sempre se preocuparam, mas como eu não podia tomar estatina por causa dos efeitos colaterais de dores musculares em todo  corpo e sendo uma doença silenciosa eu fazia de conta que não existia. Não queria mais dores na minha vida.

Como dor, é somente um sintoma de alguma doença, descartei muitas doenças que poderiam ser reveladas através de exames, pois nunca houve nenhum achado muito relevante em exames de sangue, nem em radiografias de coluna, nem em ressonância magnética do encéfalo, o que por um lado, era muito gratificante por não ter nenhuma doença física, por outro lado, me deixava desolada, porque cada vez mais se fechava o cerco de eu conseguir descobrir da onde vinham minhas dores e como sair deste torturante círculo vicioso de dores. E isso me frustrava cada dia mais, a ponto de eu perder minha esperança e minha fé em algum novo tipo de tratamento. Além disso, ainda saía cabisbaixa dos consultórios médicos, com a sensação de que as dores eram todas na esfera psicológica e que eu nunca iria restabelecer minha qualidade de vida.

Era difícil admitir que essas dores eram somente psicossomáticas, porque as dores sempre foram muito reais e apareciam de repente, independente de estar passando por problemas emocionais ou não.

O meu maior desejo era descobrir da onde vinham, porque vinham e como fazer para não tê-las mais. E para isso eu estava disposta a tentar tudo.

Fiz análise por um bom tempo. Posso afirmar hoje em dia que, fazer análise foi brilhante, me trouxe um grande auto-conhecimento, mas sozinha é inútil como alternativa para minimizar as crises de dor. 
Mas ajudam bastante pelo lado emocional, pois as crises de dor nos deixam fragilizadas psicológicamente. Portanto recomendo que seja feito um tratamento multi-disciplinar, isto é, com neurologista, psicólogo e dentista especializado em dor orofacial e/ou otorrino. 

Sintomas - Parte 5


Assim como foram muitos os diagnósticos que eu obtive durante minha vida, os sintomas também foram muitos, os quais relaciono abaixo:

- olheiras
- dor no fundo dos olhos e ao movimentá-los
- palidez, cansaço e sonolência
- fotofobia
- irritabilidade e sensibilidade exacerbada
uma das narinas tranca à noite, sem nenhum vestígio de secreção
- aversão à cheiros fortes
- ênjoo e falta de apetite
- algumas vezes dói quando abaixo a cabeça, tipo dor pulsátil
- outras vezes a dor é tipo nevralgia, dói tudo, todos os dentes, a mandíbula, e o ouvido direito (é horrível)
- outras vezes, passando creme no rosto, me dá um choque no músculo perto da mandíbula direita
- outras vezes são pontos dolorosos em algum lugar da cabeça ou do rosto, começando com uma sensibilidade...ou formigamento.

E o pior de tudo era, quando você tomava um analgésico para cessar a dor e ele não fazia nem cócegas na sua dor, então você começava a enfrentar uma série de experimentos, norteados pelos médicos que lhe atendiam, até achar numa tentativa de erro e acerto o que iria lhe fazer mais bem do que mal. Aí era preciso uma boa dose de paciência e colaboração da nossa parte, porque muitas vezes era nesse exato momento que, se não houvesse persistência, o tratamento era abandonado no primeiro efeito colateral indesejável.

Bom... claro que nem todos os sintomas acima, vinham juntos, mas todos eles me roubavam muitíssimo em qualidade de vida.
Importante ressaltar também que no verão as crises eram menores na intensidade e na quantidade e no inverno e nas estações intermediárias nas quais as mudanças abruptas são comuns, as crises eram mais fortes e constantes.

Aposentadoria! Tempo para pesquisar Enxaqueca - Parte 6

Logo que me aposentei, me sobrou mais tempo para me dedicar na tentativa de descobrir o que desencadeava as minhas dores, tentando eliminá-las. Então, nesse tempo pude fazer muitas experiências e ler muito sobre os mais variados tipos de dor. 
Então, tirei da minha alimentação todos os alimentos que constavam na lista de alimentos proibidos para enxaqueca:

*queijos, amendoim, castanhas em geral, iogurte, salsicha, vinho, aspartame, cafeína, chocolate, glutamato de monossódio (potencializador do sabor), carnes defumadas e frutas cítricas.


Também parei de fumar! O que não resolveu o problema da dor, mas com certeza os benefícios para minha saúde foram muitos. Maravilha!

Nessa época, em torno de 2003, eu diminuí muito as minhas crises de enxaqueca, porque eu aprendi a reconhecer quais os alimentos que desencadeavam minhas crises. Eu já conseguia, distinguir mais claramente, quando era uma enxaqueca ou uma sinusite ou dor muscular/nevrálgica, por exemplo. Sabia que quando eu tomava algum analgésico tipo Cefaliv ou Naramig e a dor passava a curto prazo, era sem a menor dúvida, enxaqueca.

O meu grande problema era com o outro tipo de dor, aquela dor nevrálgica e/ou muscular (?), que não passava com a maioria dos analgésicos comuns. 
 

Procurando um dentista especializado em Dor Orofacial e Disfunção Têmpero-Mandibular DTM - Parte 7


Em 2008, já sem esperança nenhuma de melhora, meu irmão me recomendou uma dentista especializada em Dor Orofacial e DTM, Dra. Fernanda Sartori , que foi nessa altura da minha vida, um anjo enviado por Deus. Confesso que fui consultá-la sem muitas expectativas, mas, foi através dela, que abriram-se novos horizontes para mim. 
Solicitou-me um exame de Ressonância Magnética das Articulações Têmporo-mandibulares cujo resultado foi: “Alterações degenerativas do côndilo mandibular direito, com presença de pequeno osteófito anterior”.
Um exame de Polissonografia Noturna através do qual descobri: “Distúrbio de movimento mandibular estereotipado, caracterizado pelo apertar dos dentes, briquismo e bruxismo durante o sono, (Sono NREM) ocasionando arousals e despertares.
Fiz Radiografia Panorâmica dos Dentes com Levantamento Periapical,
também um estudo de Cefalometria Computadorizada diagnosticado alguns problemas de retrusão mandibular, protusão maxilar, com má oclusão e mordida cruzada, nesse caso, foi indicado uso de aparelho ortodôntico, pela dentista especializada em dor orofacial. Mas como já havia tratado canal de vários dentes durante minha vida por causa da dor, esse tratamento foi desaconselhado por vários dentistas, pois poderia perder os dentes.
Nessa época,  meu médico receitou novamente Clonazepam e respectivamente eu passei a usar a placa de acrílico intra oral para dormir. 
Essa junção desses dois componentes me aliviaram bastante as dores, porque enquanto eu relaxava com o remédio, a placa me ajudava a não ter contato com os dentes posteriores, e dessa forma eu não fazia contração à noite nos músculos têmporo-mandibulares, mesmo apertando-os involuntáriamente.

Mascar chicletes, desencadeando problemas! - Parte 8



Importante relatar o que segue, para se compreender melhor todo o contexto.

Quando eu era adolescente e tinha dores horríveis, eu me recordo que tinha o péssimo hábito de mascar chicletes, coisas de adolescente que fumava, (na época era moda) mas em casa ninguém fumava e não podia ficar com cheiro de cigarro e dá-lhe ciclete. Mas não eram esses pequenos e macios tipo Trident, mas eram aqueles pesados e duros tipo Ping Pong. E esse péssimo hábito durou muitos anos após a adolescência. Agora consigo ver com clareza o desencadeamento das minhas crises naquela época. Eu fazia o apertamento dos dentes voluntáriamente durante o dia, com cicletes, sem perceber, e à noite possívelmente, já deveria também apertá-los involuntáriamente.
Imagino o impacto que tudo isso fazia nos músculos têmporo-mandibulares, tendo em vista a minha má oclusão, que eu desconhecia totalmente.
Acredito, que exista uma grande ligação entre os músculos e nervos desta região,  neste caso específico o  nervo trigêmeo. E uma maior contração dos músculos pelo aumento da atividade dos neurônios gerariam contração muscular, além dos excessos de atividades e hábitos inadequados de movimentos e posturas. É uma relação bem complexa, mas acredito que é exatamente aqui, onde está a chave de muitos dos problemas de dores de cabeça agudas recorrentes. Só podia mesmo resultar em crises de dores musculares e do tipo  nevralgia do trigêmio. Porque as dores eram insuportáveis e me faziam chorar!!! Eu chorava de dor literalmente!!!  Mas como eu haveria de saber todas essas coisas em uma época em que existia pouco conhecimento nesta área? E mesmo porque nunca nenhum médico, até 1997, tinha me receitado um anti-convulsivante que é um dos remédios mais eficazes para se tratar nevralgias e/ou prevenção de enxaquecas.
Hoje, analisando melhor, vejo quanto tempo levei para descobrir que:
* uma placa intra-oral de acrílico para dormir e um anti-convulsivante eram os melhores remédios para esse tipo de dor de cabeça, que me causava grande sofrimento.

Desabafo - Parte 09

Hoje, no entanto, posso afirmar que: sinto uma profunda tristeza ao mesmo tempo que me solidarizo, quando vejo pessoas com problemas de dores de cabeça agudas recorrentes, similares as minhas, e que necessitando de atendimento especializado, e, já cansadas de percorrerem todos as especialidades médicas e cirurgiões dentistas, mesmo assim não conseguem resolver seus dramas.


Não consigo me expressar de outra forma se não dizer:
É lamentável pessoas viverem com dores de cabeça crônicas, sem diagnósticos definidos!!!

Questionamentos?! Falta de interesse ou total desconhecimento nessa área? Descaso? Negligência na formação acadêmica? Ou será que a culpa é nossa, tendo em vista nossas dificuldades inerentes à própria doença, não conseguirmos expressar esse emaranhado de sintomas e sensações? Ou será que somos pródigamente inventivos a ponto de criarmos nossas próprias dores? Ou quem sabe pela cronicidade de nossos males, somos desacreditados?

Que culpa tem o profissional de não conseguir o diagnóstico correto? Mas que culpa temos nós se os médicos não descobrem o que temos? Muitas e muitas vezes me questionei à respeito? Mas, como medicina não é matemática, sejamos complacentes conosco e com os próprios médicos, haja vista, que nesses casos não existem culpados.
Muito do que eu descobri, devo aos médicos e dentistas certamente, mas muito também aprendi, passando horas e horas lendo livros sobre dores e pesquisando na Internet na tentativa de buscar algo melhor para minha vida.

Nesse momento, o mais  importante  para mim, é divulgar essas informações, para que uma grande parte  das pessoas se beneficiem de alguma forma.
E esse é um dos vários canais de comunicação que temos hoje em dia,  que nos dá espaço para colocarmos nossas opiniões e nos dá a chance de ajudar outras pessoas, num simples clicar do teclado.

Deixo um conselho aos médicos e dentistas que por acaso, lerem esse Blog, para que dêem mais créditos aos portadores de dores crônicas.
E que aprofundem essa matéria em seus cursos de formação acadêmica, tendo em vista a importância dos reflexos da dor crônica, para a qualidade de vida da grande maioria da população. 

Por quê criei o blog? - Parte 10



A criação desse Blog, tem como objetivo principal, compartilhar a minha experiência com dores de cabeça agudas recorrentes, na esperança de poder dessa forma, estar passando algumas informações úteis, tentando ajudar algumas pessoas, que não descobrem quais são as causas reais de suas dores de cabeça e perdem tempo e dinheiro em busca de soluções inúteisMuitas vezes a solução é tão simples, e o que temos a fazer é insistir e nunca desistir de achar  uma solução para o problema.
Pois quando não temos domínio sobre o que acontece com nosso próprio organismo, nos tornamos inseguros e assustados. Assim como, não ter um diagnóstico de doença definida, pode  gerar em nós,  imenso estresse ao longo dos anos. Portanto, lutemos para termos um diagnóstico correto, pois a soma de  orientações +  o tratamento multidisciplinar, vão gerar um certo alívio e um pouco mais de conforto.
Principalmente não acreditem que essas dores sejam somente  de ordem psicológica, quando alguém quiser que acreditemos  nessa fatalidade. Lembrem sempre que, se não pudermos acabar totalmente com as dores, que possamos fazer de tudo para minimizá-las. O que já representa uma enorme conquista e uma grande vitória para todos nós portadores de dores de cabeça crônicas.