sábado, 26 de junho de 2010

Pensamento


“Não há cura para o NASCER e o MORRER,
a não ser SABOREAR o intervalo”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Será que esse Blog tem sido útil ??? Por favor deixe sua opinião, se você acha importante a continuação desse Blog. Obrigada!

Pensamento


"Se teus esforços forem vistos com indiferença, não desanimes,
pois o sol ao nascer dá um espetáculo todo especial,
e no entanto a platéia continua dormindo".

domingo, 20 de junho de 2010

Marcha Contra a Dor

Texto: Mônica Tarantino - Site: http://www.fibromialgia.com.br/


Caminhar melhora a vida de pessoas com fibromialgia, um tipo de reumatismo.  

Que andar é um tônico da saúde, todo mundo sabe. Mas só agora ficou provado que caminhar é um santo remédio para aliviar as dores constantes e generalizadas pelo corpo que caracterizam a fibromialgia, uma doença que afeta 5% da população mundial e ocupa o segundo lugar entre os tipos mais comuns de reumatismo.
Essa atividade física, feita em ritmo moderado e com longa duração, leva vantagem sobre o alongamento, uma das modalidades mais prescritas atualmente para o tratamento do problema.

A conclusão é da reumatologista Valéria Valim, pós-graduada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autora de um estudo que durante quatro meses avaliou 80 mulheres com fibromialgia. Metade das pacientes praticou caminhada três vezes por semana. As outras quarenta fizeram alongamento.

Os benefícios proporcionados por esses dois tipos de atividade foram medidos durante o estudo por testes de capacidade física, questionários e uma escala de dor, usada pelas pacientes para classificar a intensidade dos seus sintomas. “Nos dois casos houve melhora, mas ela foi maior na atividade que proporciona o condicionamento aeróbico”, afirma o reumatologista Jamil Natour, orientador da pesquisa e chefe do serviço de coluna vertebral e reabilitação da Unifesp.

O condicionamento eleva a capacidade respiratória, aumenta a musculatura e a força. É obtido a partir de um treinamento monitorado e progressivo, em que a carga de esforço cresce de acordo com a capacidade cardiovascular de cada um.

Apesar de não ser considerada grave, a fibromialgia tem grande impacto na qualidade de vida. Ela surge devido a distúrbios na percepção da dor pelo organismo.

Por causa disso, o paciente sofre de dores constantes, alterações de sono e humor, fadiga, depressão e ansiedade. Dessa forma, a pessoa não se sente disposta para o trabalho ou para a realização de tarefas cotidianas. Em 1990, esse conjunto de sintomas foi reconhecido como doença.

Fibromialgia

Artigo publicado pela Dra. Evelin Diana Goldemberg

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, acima e abaixo da cintura, do lado direito e esquerdo e pelo menos um segmento da coluna, acompanhada pela palpação de múltiplos pontos dolorosos ou "tender points". Se fossemos resumir, os pacientes queixam de dor no corpo todo. Acomete 2% da população e encontra-se entre as principais síndromes diagnosticadas e tratadas pelos Reumatologistas, sendo 80-90% no sexo feminino com idade média variando entre 30-60 anos. Também acomete crianças e idosos, bem como pacientes do sexo masculino.

A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo, particularmente nos ombros e pescoço, tornando-se generalizada, depois de um certo tempo. Alem da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga bem com cansaço extremo, distúrbios do sono, caracterizados por um sono não reparador, ou seja, os pacientes reclamam que "dormem, acordam cansados e com dor", cefaléia (dor de cabeça) de caráter tensional ou do tipo enxaqueca, formigamento nos braços e pernas (muitos pacientes procuram o pronto socorro acreditando que estão tendo um infarto do coração ou derrame cerebral), sensibilidade ao frio referindo que suas dores pioram no inverno, vertigem, dificuldade de concentração, boca e olho seco, batedeira no peito, sensação de inchaço no corpo, tensão pré menstrual e irritabilidade. Os distúrbios do humor são comumente encontrados nestes pacientes, particularmente a ansiedade e a depressão. 25% apresentam depressão maior no momento do diagnóstico e 50% história de depressão. Porém é impossível determinar se os fatores psicológicos são primários, concomitantes ou secundários.

Alguns pacientes são capazes de identificar alguns fatores que precipitam ou agravam seu quadro doloroso entre eles, os quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilísticos), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados. Porém, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points". Os exames laboratoriais habitualmente são normais, na fibromialgia primária. Assim sendo, o seu diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença.
A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao lúpus Eritematoso Sistêmico, osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose e outras doenças.

Sua etiopatogenia ainda não está completamente elucidada. Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente "queixosos e doloridos". Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa. Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o stress emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.


O tratamento da fibromialgia tem por objetivo aumentar a analgesia central e periférica, melhorar os distúrbios do sono, minimizar os distúrbios de humor e assim melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
O tratamento divide-se em farmacológico (com medicamentos) e não farmacológico.
O tratamento farmacológico, quando utilizado isoladamente, não apresenta bons resultados. Os antiinflamatórios quando utilizados isoladamente apresentam baixa eficácia. Diversas medicações que atuam no Sistema Nervoso Central, especialmente os antidepressivos tricíclicos apresentam resultados satisfatórios.
O tratamento não farmacológico é obrigatório e deve-se iniciar através da educação do paciente, onde devemos frizar que a fibromialgia trata-se de uma doença real e não imaginária e que não deforma e nem aleija.

Os pacientes devem ser orientados a realizar exercícios de alongamento ou hidroterapia bem como atividades que melhorem da performance cárdio-respiratória. Temos que melhorar o condicionamento físico destes pacientes, porém de caráter lento e progressivo.

Também podemos sugerir a psicoterapia, em casos de ansiedade ou depressão extremas. A acupuntura, vem sendo bastante utilizada no tratamento de síndromes dolorosas, levando a melhora da ansiedade e da dor, mostra bons resultados no tratamento da fibromialgia quando realizada por um médico que conheça com detalhas esta doença.

Outras modalidades incluem técnicas de relaxamento, eletro-estimulação transcutânea e terapia comportamental.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Maloclusão e seus efeitos na Articulação

Fonte: Blog Odonto-FCRS do dentista Marcelo Barreira

A oclusão – afinal, o que é?

Um termo largamente empregado na Odontologia, que representa muito no sistema boca, alvo freqüente de perguntas sobre o seu significado, é a palavra ‘oclusão’.

Oclusão é o ato, o fechamento, o contato entre os dentes superiores e inferiores. A oclusão normal é o relacionamento ou o encaixe correto entre os dentes da arcada superior e os dentes da arcada inferior. Assim, o normal, o desejável é que a arcada superior se relacione com a arcada inferior, num sistema de encaixe perfeito, poderíamos dizer, funcionando como um tipo de engrenagem ou endentação, que é sinônimo de entrosamento. Em outras palavras, os dentes de cima devem estar bem entrosados com os de baixo, para que a oclusão seja considerada normal e equilibrada.
 

O defeito na oclusão
Maloclusão é qualquer desvio do relacionamento normal, do encaixe correto entre os dentes, que pode se instalar desde a fase em que a criança é um bebê, vale dizer: a grande maioria dos desvios do sistema mastigatório tem origem no primeiro ano de vida, na fase em que nascem ou irrompem os dentes de leite, época em que já se encontra um grande número de crianças com este tipo de problema.

Prova disso, é que a maloclusão é o terceiro maior problema de saúde bucal apontado já no ano de 1955 pela OMS -Organização Mundial de Saúde.

Pode a maloclusão ter um componente limitante tanto na estética quanto na saúde física. Do ponto de vista da saúde, os danos podem ser severos, predispondo o indivíduo a problemas na articulação têmporo-mandibular – conhecida por ATM, desvios de postura e problemas periodontais, ou seja, problemas na região onde se inserem os dentes: gengiva, osso alveolar e fibras, que fazem a sua ligação.


Observa-se um significativo número de pessoas com problemas de dor de cabeça, comprometimento da audição, desconforto na coluna vertebral afecções que, muitas vezes, estão relacionadas a uma interferência na oclusão, por má posição dentária e, conseqüentemente, por um relacionamento defeituoso entre os dentes.
O desequilíbrio da oclusão leva ao desequilíbrio neuromuscular. Quando o problema persiste, ultrapassando os limites de adaptação defensiva, além da disfunção ao nível de ATM e muscular, poderão surgir dores de cabeça, do pescoço, do ouvido, na região supra-orbitária e na região cervical.

Existe uma reciprocidade entre oclusão dentária, ATM, coluna vertebral, ouvido, sendo que o mecanismo que altere um desses sistemas poderá ocasionar uma deficiência no funcionamento dos outros.

Para a harmonia do conjunto craniofacial, faz-se fundamental o perfeito equilíbrio entre oclusão dentária e o sistema neuromuscular.

Fonte: Profa. Dra. Maria Cristina Ferreira de Camargo – Odontopediatra;
Dr. Roberto Mariani - Cirurgião Bucomaxilofacial .
domingo, 28 de setembro de 2008

ATM - uma doença desconhecida por muitos.

Curiosidades sobre ATM

Artigo postado do Blog do dentista Dr. Marcelo Matos

É muito comum um profissional de saúde dizer a um paciente que a “DTM” foi causada pelo estresse, então pergunto: será que a chamada disfunção da ATM é fruto do estresse da vida moderna?
Definitivamente NÃO! Quer uma prova? Apresento o papiro de Ebers:
Papiro de Ebers datado de 1550 AC
As “disfunções” são na verdade frutos de patologias da ATM que assolam a humanidade desde o início dos tempos. O papiro de Ebers é um documento datado de 1550 AC sendo um dos tratados médicos mais antigos conhecidos da ciência. Encontra-se hoje na biblioteca da universidade de Leipzig, Alemanha, e leva esse nome por conta do egiptólogo alemão Georg Ebers que o adquiriu em 1873.

No papiro são descritos problemas de saúde oral, da gengiva, dos dentes e adivinhem?

Da ATM!!! Isso mesmo, no antigo Egito o povo já sofria com as dores e luxações da mandíbula, dor de cabeça e todos os outros sintomas que uma patologia da ATM pode provocar!

Hipócrates, o “pai da medicina” que viveu na Grécia antiga (460-377 aC), também relacionou os problemas dentários e da ATM às dores de cabeça tendo descrito técnicas de manejo da ATM, como a redução da luxação na figura ao lado, que é feita quase da mesma maneira até os dias de hoje!!!

Ou seja, da próxima vez que te disserem que o problema na ATM é por causa do estresse da vida moderna, você poderá dar uma boa risada e dizer para virem dar uma lida aqui nesse tópico!!!!

DOR DE CABEÇA

Fonte: site do dentista Dr. Marcelo Matos.


Dez milhões de pessoas sofrem de algum tipo de dor de cabeça. Os tratamentos variam de acordo com o tipo, o tempo de duração, se é crônica ou aguda e da origem do problema.
Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, 80% das mulheres e 65% dos homens em idade adulta sofrem ou já sofreram deste mal. A variedade mais freqüente na população, denominada de cefaléia tipo tensional, é normalmente associada a uma sensação de aperto na cabeça, de ambos os lados e pode chegar a comprometer muito a qualidade de vida quando se manifesta de maneira crônica diária.

A própria OMS admite que esse tipo de dor de cabeça parece estar ligada aos problemas músculos-esqueléticos, fato que é bastante curioso pois, em teoria, a cefaléia crônica diária é classificada como do tipo primária, ou seja que ela é a doença em sí. Isso coloca a Articulação Têmporo-Mandibular (ATM) no centro do debate, pois fora a musculatura da mímica facial, o maior grupamento muscular que pode ser fonte de DOR “na cabeça” é a musculatura mastigatória.

Na prática, muitos pacientes são diagnosticados como tendo uma cefaléia primária do tipo tensional crônica diária, quando em realidade têm uma cefaléia secundária a uma patologia da ATM!Isso faz com que muitas pessoas passem anos com um tratamento paliativo da dor de cabeça, à base de antiinflamatórios, quando na verdade possuem uma patologia na ATM que precisa ser tratada!!!

Se você sofre de dor de cabeça de forma freqüente e já notou algum sintoma indicativo de patologia na ATM tais como: estalidos articulares logo à frente do ouvido, desvio na abertura e fechamento da boca, dificuldade e/ou desconforto ao mastigar ou mesmo dor na área da ATM (logo à frente da orelha), é melhor procurar um profissional de saúde que posso investigar uma possível presença de uma patologia da ATM.

sábado, 12 de junho de 2010

Bruxismo provoca sintomas semelhantes aos de Dor de Cabeça Crônica e Enxaqueca

Interessante artigo postado no Blog do dentista Dr. Marcelo Barreira


Competições no trabalho, dificuldades financeiras e sentimento de culpa com relação aos filhos pequenos são queixas comuns entre mulheres que sofrem de bruxismo (apertar e/ou ranger os dentes durante o sono) e dores craniofaciais. "A dor têmporomandibular costuma repercutir por toda a cabeça, maxilar, pescoço, ouvidos e até mesmo nas costas, limitando atividades como falar, morder e mastigar", diz o cirurgião-dentista Marcelo Rezende.
Segundo o especialista, o tratamento do bruxismo também passa pelo diagnóstico e tratamento de depressão, estresse, ansiedade ou medo. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Pesquisa Crâniofacial e Dental revela que 10,8 milhões de pessoas sofrem de dores na articulação têmporomandibular. Muitas das pacientes que desconhecem a doença chegam a acreditar que se trata de dor de cabeça crônica ou enxaqueca.

"As mulheres somatizam mais os problemas do que os homens, concentrando muita energia na região da cabeça. Durante os períodos mais críticos, a paciente pressiona tanto as arcadas dentárias que é como se uma pessoa passasse 24 horas por dia trabalhando o músculo da perna. Em pouco tempo, a dor se torna insuportável e a paciente tem a impressão de que tudo dói", diz.

O dentista diz que alguns fatores locais também contribuem para acentuar a dor, como alterações respiratórias, o vício de roer unhas ou o hábito de mascar chicletes. "É importante que um profissional preparado identifique as causas do distúrbio, orientando sobre pequenas mudanças que contribuirão para atenuar o problema. Pacientes com disfunção têmporomandibular devem fazer uso noturno de uma placa interoclusal, que restringe o movimento de apertar ou ranger os dentes durante o sono. A psicoterapia ajuda no tratamento, pois identifica e trata as dificuldades emocionais associadas", recomenda o especialista. Uma boa dica é praticar atividades esportivas ou de lazer para redução do estresse. O aumento da tensão só tende a piorar e agravar o problema. Além disso, deve receber acompanhamento clínico constante.
Fonte: UOL/AGO/2009

Dor de Cabeça pode ser Curada no Dentista

Excelente artigo postado no Blog do dentista Dr. Marcelo Barreira




Sabe aquela dor de cabeça que não passa nunca? Pode ser que a solução esteja longe do consultório médico e seja encontrada mesmo no dentista.
Isso mesmo! Uma disfunção na articulação que liga o maxilar à mandíbula pode ser a causa da dor que tanto incomoda. E o problema atinge pelo menos três vezes mais as mulheres.
A Disfunção da Articulação Temporomandibular tem nome difícil - mas, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento descomplica a vida de pacientes. Especializada nessa articulação (ATM), a dentista Simone Carrara, de Brasília, indica que 90% dos pacientes que apresentam a disfunção têm dor de cabeça crônica. “Pouca gente imagina que uma dor de cabeça pode ser tratada pelo dentista”, comenta. A maioria dos seus pacientes recorreu a diversos especialistas da medicina antes de procurá-la. Simone calcula que o problema atinja cerca de 10% da população, sem distinção de idade.
Segundo ela, dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos, estalidos ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca e até dores nas costas podem ter relação com disfunções na ATM. “A articulação temporomandibular é uma das mais complexas do corpo humano, pois está ligada também ao crânio”, explica. É essa articulação que possibilita à mandíbula se movimentar e pode se desgastar com hábitos relacionados à tensão, ao encaixe da mordida e até à postura corporal. “Mudar os hábitos é fundamental, especialmente aqueles que chamamos de hábitos parafuncionais, como mastigar chiclete, apoiar as mãos no queixo, morder lápis e segurar o telefone com o ombro”, completa.
Até mesmo quem tem medo da cadeira do dentista pode procurar um sem medo. Isso porque o diagnóstico é simples - com exame clínico e eventuais raio-x - os novos tratamentos não usam mais técnicas invasivas. “Sem cirurgia ou intervenções agressivas é possível eliminar a causa da dor e se livrar de vez de remédios que não resolviam e apenas aliviavam os sintomas”, diz a dentista. Hoje, placas de acrílico, intervenção em hábitos e posturas, fisioterapia com laser e ultra-som são algumas soluções propostas.
“O tempo médio de tratamentos mais complexos é de seis meses e envolve confecção de placa interoclusal, eletroterapia, exercícios fisioterápicos, manipulação mandibular e medicamentos”, relata a dentista Simone Carrara.
A dentista assegura ainda que praticamente todos os pacientes respondem positivamente ao tratamento e que, em muitos casos, a dor pode desaparecer em menos de duas semanas.



Fonte: Vila Equilibrio (Terra)

Laser de Baixa Intensidade e Ultrassom Amenizam Dor da DTM

Preciosidades descobertas no blog Odonto-FCRS do dentista Marcelo Barreira


O laser de baixa intensidade e o ultrassom são boas alternativas para amenizar a dor causada pela disfunção temporomandibular (DTM), melhorando muito a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com uma pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP tanto o laser como o ultrassom podem ser considerados bons recursos fisioterápicos de apoio no controle das dores ligadas a DTM.
A dentista Thaíse Carrasco, autora de uma tese de doutorado sobre o tema, conta que a DTM engloba vários problemas clínicos ligados a musculatura mastigatória, as articulações temporomandibulares e estruturas associadas. “A disfunção é caracterizada por ruídos articulares, limitação da mandíbula e, principalmente, dores nas articulações e músculos da face e é considerada a principal causa de dor não dental na região orofacial”, explica. Segundo a dentista, as causas são múltiplas e multifatoriais e, em geral, estão associadas ao estilo de vida moderno. “Acredita-se que o estresse seja o principal desencadeante, além de fatores como bruxismo, trauma na região da cabeça e pescoço, má-postura e má-oclusão”, aponta.
A DTM leva a um quadro de dor crônica. Essas dores não chegam a ser incapacitantes, porém incomodam muito quem tem a disfunção. “Tenho pacientes que relatam que sentem dores nas articulações e nos músculos da face durante todo o dia, e isso algumas vezes chega a atrapalhar as atividades do dia a dia”, conta o professor Marcelo Mazzetto, da FORP, que foi o orientador da pesquisa de doutorado de Thaíse.

Participaram do estudo 30 pacientes — a maioria mulheres — com idades entre 15 e 45 anos. A triagem foi feita no Serviço de Oclusão e Disfunção da Articulação Temporomandibular (SODAT) da FORP. Os pacientes foram divididos em três grupos, de acordo com o grau de disfunção: 10 receberam aplicações de laser, 10 de ultrassom e as 10 restantes ficaram no grupo controle (não receberam nenhum tipo de intervenção). Foram feitas 2 aplicações por semana, durante 4 semanas, nos músculos denominados masseter e temporal (da região da face). Os participantes foram avaliados por meio de questionário antes do início das aplicações, após o término das 8 sessões e depois de 30 dias da última aplicação.
O laser de baixa intensidade é um feixe de luz que é aplicado nos músculos da face. Esse feixe tem efeito analgésico e anti-inflamatório e, ao ser aplicado, atinge os tecidos e alivia a dor. O ultrassom é uma onda de calor que provoca a vasodilatação dos tecidos, também amenizando a dor.
“O objetivo do estudo era avaliar se essas terapias seriam eficazes no alívio da dor e se contribuiriam para a melhora na qualidade de vida das pacientes. Também queríamos comparar os dois tratamentos para saber qual seria mais efetivo”, afirma Thaíse.
Métodos eficazes
Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre o grupo que recebeu sessões de laser e o de ultrassom. A melhora na qualidade de vida foi bastante significativa nos dois grupos, além do controle da dor.
A pesquisa Avaliação das terapias a laser de baixa intensidade e ultrassom no tratamento da disfunção temporomandibular e qualidade de vida foi apresentada no último dia 26 de março, na FORP. O estudo teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Imagens cedidas pelo professor Marcelo Mazetto
Fonte: Agência USP
domingo, 11 de abril de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

...ENXAQUECA

Esclarecendo um pouco mais à Enxaqueca... 
descobri esse interessante artigo na Internet

ESSA DOR DE CABEÇA, NA MAIORIA DAS VEZES INSUPORTÁVEL, ATINGE CERCA DE 30 MILHÕES DE BRASILEIROS, EM ESPECIAL MULHERES.
APRENDA A LIVRAR-SE DELA.

O QUE É:

Os antigos egípcios já a conheciam há mais de três mil anos. Os gregos, ao estudá-la, atribuíram indevidamente a culpa de sua existência ao fígado. Porém, hoje os especialistas sabem que a enxaqueca é uma das quase 300 dores de cabeça classificadas pela medicina. Entre todas elas, esta talvez seja a mais conhecida não só por sua intensidade, mas também por apresentar sintomas bem típicos.
Diferente de outras cefaléias, sua dor é pulsátil (como se o coração estivesse batendo no local), unilateral (varia de lado, de crise para crise) e atinge as regiões frontal e temporal. A enxaqueca atinge mais mulheres (18%) do que homens (6%).
QUEM SOFRE:

Seu pico de incidência acontece entre 20 e 45 anos, embora, em menor proporção, as crianças também sejam atingidas por dores de cabeça que devem ser investigadas e tratadas: “Estudos mostram que, até seis anos de idade, 39% das crianças já sabem o que é ter dor de cabeça. Entre os adolescentes até 15 anos, 70% deles relataram episódios de cefaléias. Algumas podem ser diagnosticadas como enxaquecas. Portanto, é preciso ficar atento às queixas das crianças e dos jovens”, alerta Célia Roesler, neurologista e coordenadora do departamento científico de cefaléia da Academia Brasieira de Neurologia.

DIFERENTES SINTOMAS:

Em uma crise, em geral, a dor começa fraca e se torna cada vez mais intensa. Seu período de duração varia entre 4 a 72 horas. Somam-se à dor insuportável outros sintomas como: náuseas e ou vômitos, intolerância à luz (fotofobia), intolerância a barulhos (fonofobia) e tonturas. Durante um ataque, podem ocorrer dificuldade de concentração, sensação de cansaço e mal-estar.
Nos homens, a dor mais comum é a cefaléia em salvas. Diferente da enxaqueca propriamente dita, a dor costuma chegar subitamente de madrugada, atingindo um só lado da cabeça, na fronte ou ao redor do olho. É tão intensa que pacientes relatam a sensação de que sentem algo perfurando o olho.

COMO A CRISE CHEGA:

A enxaqueca, também conhecida como migrânea, acontece por causa de uma disfunção química cerebral de origem genética.
Veja como surge a dor: o ataque de enxaqueca parece provocar uma mudança na sensibilidade dos vasos sanguíneos da cabeça. No início, com a liberação de uma substância conhecida como noradrenalina, alguns vasos que irrigam o cérebro se contraem, provocando diminuição da irrigação cerebral. Esse fato faz surgir sinais como visão embaralhada e dormência em algumas crises. Na medida em que a constrição desaparece, as artérias extracranianas se dilatam e o paciente sente uma dor latejante (pulsátil) que afeta um ou outro lado da cabeça. Vale lembrar que esse desarranjo tem fortes componentes genéticos: entre os pacientes que sofrem de enxaqueca, 75% relatam pelo menos uma pessoa da família com o mesmo problema.

CAUSAS FREQÜENTES NA ALIMENTAÇÃO:
Um grande estresse físico ou emocional, sono demais ou de memos, mudanças bruscas de temperatura, álcool, perfume, jejum ou dieta rigorosa e períodos menstruais são alguns dos fatores, conhecidos como gatilhos, que podem desencadear uma crise. Entretanto, vários alimentos também podem ser a causa da dor. Os maiores vilões dessa história são: chocolate, embutidos, queijos amarelos, molhos vermelhos, frutas cítricas, glutamato monossódico, aspartame e bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto. No entando, a sensibilidade a esse ou àquele alimento varia de paciente para paciente: “Daí, a importância de se observar, inclusive anotar em um diário, tudo o que ocorre antes e durante uma crise para ser relatado ao médico. Uma simples observação pode ser a chave do sucesso para um tratamento correto”, avisa Célia.

TRATAMENTOS EFICAZES:

O tratamento vai depender da história clínica do paciente, da freqüência, intensidade e duração das crises. Entretanto, o alívio para a dor pode ocorrer de duas maneiras: tratando a crise propriamente dita com medicamentos da família dos triptanos, em forma de tabletes, para serem colocados embaixo da língua, que agem depois de cinco minutos; ou utilizando o tratamento preventivo, à base de medicamentos que evitam que a crise se instale de vez. Os medicamentos preventivos podem ser antidepressivos, anticonvulsionantes, anti-hipertensivos e para combater labirintite, entre outros. “Essas medicações são recomendadas em doses menores das utilizadas para tratar das doenças”, explica Célia.

ANTES QUE ELA APAREÇA:

Cerca de 15% dos pacientes costumam ser “avisados” quando uma crise se anuncia por meio de um fenômeno neurológico conhecido como aura, manifestada em forma de alterações visuais. Quando aparece a aura, o paciente começa a enxergar manchas escuras ou pontos luminosos em sua frente. “A enxaqueca com aura é assustadora, principalmente na primeira vez que acontece. O paciente pode achar que está sofrendo um acidente vascular cerebral (derrame). Mesmo que já tenha passado por essa experiência, muitas vezes o paciente entra em pânico por medo de perder a visão e não retomá-la após a crise”, escreve Célia Roesler, junto com Edgard Raffaelli Jr. e R. da Silva Neto, no livro Dor de Cabeça, um guia para entender as dores de cabeça e seus tratamentos.

Curiosidade a respeito de Dor Orofacial


Interessante  artigo da dentista Juliana Barbosa
Só para relembrar, no Brasil, em 2002, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) reconheceu a especialidade Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial. Segundo o CFO, as áreas de competência desta especialidade incluem: diagnóstico e prognóstico das dores orofaciais complexas, incluindo as DTMs, particularmente aquelas de natureza crônica; inter-relacionamento e participação na equipe multidisciplinar de dor em instituições de saúde, de ensino e de pesquisas; realização de estudos epidemiológicos e de fisiopatologia das DTMs e demais dores que se manifestem na região orofacial; e o tratamento das dores orofaciais e DTMs, através de procedimentos de competência odontológica.

Postei esse artigo,  somente  para nós termos uma idéia de quão  recentes  são essas especialidades,  e da tamanha importância que são essas especialidades de  DTM (Disfunção Têmporo-Mandibular) e de Dor Orofacial, para nossas vidas.
Não é fácil para nós, portadores de Dores Crônicas, que buscamos em vão, por um diagnóstico correto anos à fio,  sem termos nenhum exame  comprovado e   sermos desacreditados por muitos profissionais da área, que desconheciam totalmente a existência desses problemas.
Mas graças aos esforços de alguns, hoje, somos beneficiados com essas novas evoluções da ciência médica. Que sejam bem vindas essas especialildades e que seja aprofundadas ao máximo,   para que beneficiem  grande parte da população, para uma melhor   qualidade de vida.