quinta-feira, 22 de julho de 2010

Abaixo a Reclamação

Olá amigos
Bem difícil para nós, que sofremos de dores crônicas, falar sobre esse assunto e até mesmo ler esse artigo.
Mas pensando bem, temos muito a agradecer, podemos ter uma qualidade de vida não tão boa, mas em compensação estamos aqui firmes e fortes, lutando e obtendo vitórias sempre!   
Convido vocês a lerem o artigo abaixo e eu garanto para vocês que após lerem, ele funcionará como mágica e nós começaremos então a mudar nossos hábitos. 
Ter uma vida tranquila, faz com que produzimos novos neurônios, assim diz o texto. Só isso já seria suficiente para mudar. Mas, três outros fatores, influenciarão na nossa qualidade de vida futura: amar ao próximo, não guardar ressentimentos e ter espírito de gratidão. Sucesso à todos! We can! Amália

Fonte: Revista Bárbara - Por Thays Prado

Abaixo a Reclamação
Da chuva, do sol, do trânsito, dos preços altos, da liquidação sem boas opções, do trabalho – ou ausência de –, da falta de tempo, do tédio, por estar solteira, por estar casada, por namorar esse e não aquele, da amiga que gruda, da amiga que não aparece, do corpo, seja ele como for, da vida, de tudo. O motivo não importa muito, o fato é que a gente reclama demais! Will Bowen, autor do livro "Pare de Reclamar e Concentre-se nas Coisas Boas", diz que a reclamação se tornou uma verdadeira epidemia no mundo de hoje. Para ele, boa parte de nossas reclamações não expressa necessariamente dor ou pesar verdadeiro, a maioria é apenas poluição sonora e, pior, contagiosa.  
E se você estiver pensando que não contribui para esse barulho todo no mundo, está enganada. Basta prestar atenção por algumas horas e você pode se assustar com o quanto reclama sem perceber. Para Bowen, a medida é: “Se você reclama mais de uma vez por mês, pode estar fazendo da lamúria um modo de vida”. Ele se deu conta disso quando criou, em 2006, o Programa Mundo Sem Reclamações, com a teoria de que coisas boas aconteceriam se as pessoas abandonassem suas queixas e lamentações.
A meta era que ficassem 21 dias sem reclamar de absolutamente nada. O tempo estipulado era o mínimo necessário para transformar o novo comportamento em hábito. Bowen distribuiu pulseiras elásticas para os fiéis da igreja onde era pastor e combinou que, todas as vezes que eles reclamassem, trocassem a pulseira de braço e recomeçassem, imediatamente, a contar o tempo. Ele próprio confessa que, no primeiro dia, ficou cansado de tanto trocar a pulseira de um braço para outro, mas por fim, conseguiu alcançar o objetivo. Quatro anos depois, mais de 6 milhões de pessoas em 80 países já aderiram à ideia.

Normalmente, leva-se de 4 a 8 meses até que se consiga cumprir essa missão. Quando paramos de reclamar, fazemos bem não apenas para o mundo, mas, principalmente, para nós mesmas. Você não imagina o quanto uma reclamação pode prejudicar a sua vida, seus relacionamentos e até a sua saúde. “Se você reclamar, vai ter sempre mais do que reclamar”, garante Bowen. “Tudo aquilo em que concentramos nossa atenção se expande. Nossas palavras revelam o que pensamos e nossos pensamentos criam nossa vida”, diz ele.

Carlos Torres, autor do livro reclamação no presente, sofrimento no futuro. Segundo o neurologista Cícero Galli, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), os pensamentos negativos que acumulamos ao longo da vida são os grandes responsáveis pela perda de memória e capacidade de raciocínio na terceira idade. Um estudo de Harvard, realizado pelo psiquiatra George Vaillaint e publicado em 2002, mostra que a lucidez está diretamente relacionada ao nível de tranquilidade que a pessoa consegue manter diante do que lhe acontece no dia a dia.

É bom lembrar que o especialista não se refere àquelas pessoas que fingem estar tranquilas, mas estão tensas e preocupadas por dentro, ele fala de uma paz de espírito para enfrentar com equilíbrio os desafios que aparecem em nossas vidas. “São pessoas que não se deixam abalar fortemente com seus problemas, procuram fazer o que está a seu alcance, sem se preocupar por antecipação ou se angustiar”, explica Cícero. O neurologista ainda conta que, entre aqueles que conseguem manter a tranquilidade, três outros fatores são fundamentais para que as pessoas, em vez de perder, ganhem capacidade mental à medida que a idade avança: amor ao próximo, capacidade de não guardar ressentimentos e capacidade de sentir gratidão. Outras pesquisas científicas revelam que a produção de novos neurônios também está associada à tranquilidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário