segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dor na mandíbula, ao mastigar, ao abrir a boca, bruxismo: Conheça as disfunções mandibulares

Fonte: Blog do Dr. Mauro Gemelli (Osteopata) - AGO/2010  

Conforme postado pelo Osteopata Dr. Gemelli de Curitiba,  ele diz que atende muitas pessoas no consultório com dor de cabeça, dor no pescoço, e que possuem ao mesmo tempo sensações de dor orofacial, fizeram ou fazem tratamento ortodôntico, têm insônia ou dificuldade para dormir, bruxismo, etc. Tudo pode estar relacionado as disfunções (de abertura e fechamento, controle muscular) da articulação têmporo-mandibular.

A Disfunção têmporo-mandibular (DTM) é um distúrbio que acomete a articulação têmporo-mandibular e pode gerar sintomas como dor de cabeça, enxaqueca, zumbido no ouvido, tontura, dor ao abrir a boca, restrição da abertura da boca, etc.

A má oclusão causada por traumas, tensão muscular, assimetria da face, e maus hábitos podem causar estas DTMs, que são tratáveis através da Osteopatia, que aliviam sintomas, e previnem evolução para problemas mais sérios.

O bruxismo é caracterizado pela atividade muscular da mastigação acordado ou mesmo dormindo, gerando um ranger dos dentes, às vêzes com desgaste dos dentes pelo atrito. Ela está relacionada tanto à má oclusão, quanto a postura ou ao emocional (ansiedade por exemplo). Na osteopatia estimulamos o alinhamento através de técnicas manuais sobre as articulações, suturas cranianas, fascias e músculos que interferem na ATM.

Os bloqueios de movimento são na verdade outro sintoma desta má oclusão, que ocorrem por descordenação muscular e alterações meniscais. O treino muscular muitas vezes é capaz de melhorar este sinal.

E, a dor?

Ela é o sintoma pelo qual as pessoas procuram tratamento, pode estar presente na região temporal, occipital (nuca), enxaqueca, dor no fundo do olho, etc.

O reequilíbrio proporcionado pela osteopatia leva a melhora de todo o quadro inclusive ao alívio dos sintomas.

Associado a Osteopatia, é importante um tratamento postural para reequilibrar a musculatura inclusive da mastigação, deglutição e fonação que estão relacionadas a ATM.

sábado, 2 de outubro de 2010

Pensamento



"Devemos agradecer às pessoas que nos fazem felizes...
São elas os jardineiros encantadores que
fazem nossas almas 
florescerem."
(Marcel Proust)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Enxaqueca: quais as principais causas?

Olá pessoal,

Hoje acabei de reler o livro do Dr. Alexandre Feldman, do qual fui paciente, mas por ele atender em São Paulo e eu morar em Curitiba, ficou inviável para mim. No entanto adquiri seus livros e gostaria de recomendá-los, porque através deles, obtive muito progresso na redução das minhas crises de enxaqueca, além de obter muitos esclarecimentos. O que fazer e o que não fazer, além do conhecimento sobre o conceito de "Medicina do Estilo de Vida" um plano bem fundamentado de mudança do Estilo de Vida, de suma importância para todos nós enxaquecosos, digo, até mais importante do que qualquer remédio de última geração para as crises de dor. Porque os remédios sozinhos não resolvem o problema, são apenas paliativos momentâneos, além de trazerem desagradáveis efeitos colaterais.
Prevenir ainda é o melhor remédio! 
Ele relata também que quando as pessoas o procuram pela primeira vez, entram na sala com um misto de esperança, incredulidade e frustação por força de tantos tratamentos sem sucesso pelos quais já passaram.
Sem falar no esforço que cada um faz para sair e tentar ser sociável. E fica sempre aquela pergunta no ar, e se eu tiver uma crise?
E a vida fica imprevisível para quem tem enxaqueca... 
  
Deixo grifado mais uma citação de seu livro, que me chamou atenção, para que vocês repensem sobre suas vidas e o quanto às vezes esquecemos de focar no todo e acabamos focando somente na dor, enfim, sobre  a importância do tratamento multidisciplinar para nossa qualidade de vida: "Não é possível cuidar do corpo esquecendo da alma e da mente, e vice-versa. A cada passo que a humanidade dá, mais distantes ficamos da ideal orquestração entre corpo, alma e mente".

Deixo aqui público, em meu Blog, meu agradecimento ao Dr. Alexandre Feldman por seu empenho, dedicação e profissionalismo, por essa especialidade tão complexa e pela ajuda na melhoria da qualidade de vida para grande parte da população tão carente de conhecimentos.

Minha dica: se puderem leiam seus livros ou entrem no site indicado abaixo. 
Estou postando um artigo bem interessante extraído do seu site.
Sucesso à todos e boa leitura! Amália

Fonte: www.enxaqueca.com.br - Dr. Alexandre Feldman

Enxaqueca: quais as principais causas?
Um dos problemas da enxaqueca é que todos os exames eventualmente realizados pelo paciente resultam perfeitamente normais.
Então, qual a causa da enxaqueca?
Para muitos médicos, infelizmente, a enxaqueca ainda é doença de hipocondríaco, frescura, piripaque, vontade de chamar atenção. Mas a causa da enxaqueca é, na verdade, muito sutil para ser detectada pelos exames de que dispomos, ainda que os mais modernos.
Trata-se de um desequilíbrio bioquímico em certas localidades do cérebro, envolvendo substâncias chamadas neurotransmissores, além de neuropeptídeos e hormônios. Neurotransmissores e neuropeptídeos são substâncias que o cérebro fabrica, responsáveis por nossas sensações (inclusive a de dor) e até pelo nosso humor e comportamento. É por isso que a enxaqueca anda de mãos dadas com depressão, ansiedade e pânico. Elas dividem o mesmo mecanismo bioquímico cerebral!
Uma vez instalado esse desequilíbrio, o indivíduo fica vulnerável a apresentar a dor e os demais sintomas, mediante uma série infindável de gatilhos (fatores desencadeantes), os quais são erradamente confundidos com causas.
A segunda parte do meu novo livro, Enxaqueca - Finalmente uma Saída, é destinada inteiramente à explicação destes mecanismos descobertos pelas pesquisas mais avançadas da atualidade, nas mais diversas áreas da ciência. Leia e releia esta parte com toda sua atenção e use o site como suporte às suas dúvidas.
A localização da dor pode variar de crise para crise; raramente dói sempre no mesmo lugar. A dor pode ocorrer em qualquer lugar da cabeça, inclusive na região dos dentes, dos seios da face e da nuca, dando origem à confusão com problemas dentários, de sinusite e de coluna.
Os demais sintomas da enxaqueca compreendem náuseas (enjôo), vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, hipersensibilidade do couro cabeludo, visão embaçada, irritabilidade, flutuações do humor, ansiedade, depressão (mesmo fora das crises) e lacrimejamento. Um indivíduo não precisa apresentar todos estes sintomas para ter enxaqueca. Normalmente apresenta alguns deles, em graus variados.
A duração de uma crise de enxaqueca é, tipicamente, de 3 horas a 3 dias, seguida de um período variável sem nenhuma dor. Pode ser precedida por uma alteração do humor (euforia em alguns casos, depressão e irritabilidade em outros) e do apetite (vontade de comer doces, ou então perda de apetite), visão embaçada, visão dupla, escurecimento da visão (cegueira parcial) de um ou ambos os olhos, e sensação de estar vendo pontos brilhantes, como se fossem vaga-lumes.
Entre outros sintomas estão incluidos diminuição da força muscular de um lado do corpo, formigamentos, tonturas, diarréia, podendo também ocorrer as manifestações visuais já descritas.
A freqüência da dor é muito variável, podendo ser desde uma vez na vida, até todos os dias, e até várias vezes ao dia, no caso da cefaléia em salvas.
A cefaléia em salvas é uma variante rara da enxaqueca, que acomete muito mais os homens.
A dor pode ser muito forte, a ponto de impedir o indivíduo de exercer qualque atividade, obrigando-o a ficar deitado, num quarto escuro, em silêncio, durante horas ou dias. O paciente torna-se muito irritável, preferindo ser deixado sozinho.
Boa parte das crises terminam com o sono, ou então quando a pessoa vomita (principalmente as crianças). Ao fim de uma crise, o paciente sente-se como que de ressaca, apresentando, por mais de um dia, tolerância limitada para atividade física e mental.